Um sonho de mãe

Era uma vez…
A garota aventureira que falava sobre alienígenas, dinossauros,  espaço entre a linha tempo e o universo, teorizava sentimentos, ideias e o infinito, física quântica…
A poderosa que se vestia de profissional bem sucedida em tudo que tocava, e realmente o era… envolvia olhares por onde passava… despertava curiosidades com os mistérios de seu coração de menina em performance de mulher.
Aquela ousada conseguia tudo que buscava com sua voz doce e competência. Informada e moderna não deixava o estilo clássico de quem nasceu em uma época com valores de outra. Estudiosa e dedicada guerreira, cheia de defeitos, nunca abandonou suas faces em face da nova realidade. Ao contrário, uniu todas as mulheres que foi para ser a mais sublime delas, a mãe apaixonada, encantada e forte que é.
Fases como as da lua tem seu tempo de chegar e passar, já  fui ruiva, loira e agora sou morena… já fui universitária, diretora de arte, analista, fotógrafa, publicitária… já fui louca, escaladora, aventureira, hoje sou Mãe, o maior desafio encontrado na vida. Mas nada resume os caminhos que trilhei, as matas que atravessei, as selvas que venci, as montanhas que escalei para ser quem sou hoje e ter a bagagem, ainda pequena que a vida me permitiu colecionar.
Mãe é o sonho de menina realizado através de duas lindas princesas que Deus me concedeu gerar e cuidar.  Mãe é a força do aprendizado contínuo e infindável… é a encarnação do amor de Deus, incondicional gerador de fortalecimento físico e emocional. Mãe é trocar tudo pelo melhor que pode fazer por seus filhos. Mãe é o querer mais que bem querer até a eternidade. Mãe é voar tão alto que mesmo sem sair do chão  é capaz de cortar as nuvens e o vento com sua oração e encontrar o coração de Deus.
Mãe é viver a dúvida do certo e o que realmente tem efeitos, no fim ainda se sentir culpada pensando: poderia ter feito melhor. Mãe é  reviver a infância e escrever as bases de formação de caráter e personalidade de outro ser. Mãe é inesgotável Fonte de carinho e dedicação enfrentando os dias mais difíceis e maravilhosos neste planeta e quem sabe em outros também. O paralelo perfeito de uma melodia que se recria ao nascer de cada dia…
Obrigada minhas pequenas Analice e Annaliz por me fazer mãe. Me perdoem pelos momentos em que eu falhar. Sei que não posso ser perfeita e muitos erros o cansaço ou a inexperiência vão proporcionar, porém nada estará além do meu amor por vocês. Se minhas lágrimas caírem não se preocupem pois é assim que faxinamos a alma, nem sempre tão forte e preparada quanto pensamos. Amo ser mãe!
Esse é o feliz para sempre de uma história real em constante transformação.

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Por Cíntia D’Assumpção

RESOLUÇÕES PARA UM MUNDO NOVO!

 

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Pronto! 2015 terminou!

Mais um ano que se foi! Mais um ano que chega! 366 dias de páginas em branco, esperando uma nova história! Não adianta fugir desse clichê! Virada de ano é sim época de pensar, refletir, planejar, prometer e… CUMPRIR!!!

Não vejo mal algum em fazer um balanço de como foram nossas ações, pensamentos, palavras e sentimentos durante o último ano. Uma revisão sempre nos faz perceber erros, acertos e assim podemos escrever melhor  algumas coisas. A revisão nos ajuda a melhorar! Então, vamos sim revisar! Vamos repensar, reconstruir, parar ou continuar, mudar ou permanecer…há sempre algo melhor para se fazer!

Decidi trazer um convite dessa revisão para gente aqui no blog. Uma revisão de como fomos pais no último ano. Onde erramos, onde acertamos?! O que podemos e devemos mudar?! O que aprendemos?! O que ensinamos?! Esse balanço é muito importante! Nos dá um feedback para o próximo passo. Então, vamos pensar!

A gente vive falando em deixar um mundo melhor para nossos filhos. Mas, uma frase me chama muito atenção: “O mundo que nós vamos deixar para os nossos filhos depende muito dos filhos que nós deixarmos para este mundo. – Frederico Mayor – Ex. Diretor da UNESCO.  – Que verdade! Já parou para pensar que chegamos ao caos em que nossa sociedade se encontra por causa do próprio ser humano?! E a gente comenta, culpa, reclama do mundo como se a culpa fosse dos Et’s! A responsabilidade é nossa! Da educação e do exemplo que damos hoje a nossas crianças! As gerações foram deixando tantas coisas importantes a serem ensinadas e repassadas para nossos filhos, trocando carinho e amor por coisas supérfluas, negociando valores, tempo… e hoje o ser humano trata o outro com desrespeito, desafeto! É intolerante, egoísta, egocêntrico…, mas ele já foi uma criança como essa que você tem em casa! Ele já foi um bebê! Filho amado e querido de alguém! Hoje joga lixo na rua, bebe, dirige e provoca acidentes, rouba, mata, xinga, estupra, ignora, fura fila, espanca.

Pode parecer que estou indo longe demais, que estou dramatizando muito, mas essa é a nossa realidade, a realidade que queremos mudar. E só vamos mudar quando começarmos a fazer alguma coisa e essa coisa se chama educar nossas crianças. É mais fácil educar crianças do que adultos! Por isso, estou te convidando a refletir sobre como você tem cuidado, educado, amado e dado exemplo a seu filho, seu neto, seu sobrinho, seu aluno ou a qualquer outra criança que tenha contato! Depois de refletir reveja tudo o que não está bom e mude! Mude para melhor! E assim, lá na frente veremos o resultado dessas mudanças. Aí sim! Com força de vontade, mudança de vida e educação podemos mudar o mundo!

Que 2016 seja o ano de mudanças positivas, de novas atitudes, de se doar para um mundo melhor! Que neste ano você renove sua mente, seu coração e suas ações!

Que 2016 seja o começo de novidade de vida para o mundo!

Relembrar também é viver – Dicas para organização do chá de bebê

Se aproxima a época de realizar um novo chá de bebê, mas foi relembrando os meus primeiros chás e a primeira gravidez que surgiu a ideia deste artigo. Lembro de vasculhar muitos sites em busca de orientação para fazer o melhor, sem gastar muito. As tendências vem e vão o tempo todo. Você sabia que a origem do chá de fraldas começou na Inglaterra vitoriana. Naquela época, muito diferente dos nossos costumes atuais, a celebração era um encontro que acontecia após o nascimento da criança, quando a mamãe recebia a visita das amigas e vovós. A nova mamãe recebia conselhos e ganhava presentes dos convidados, enquanto todos tomavam
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Uma aventura pela segunda gravidez – 3 motivos para engravidar novamente

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Ser mãe de primeira viagem é como navegar no oceano dentro de si mesmo, cheio de descobertas, guerras e vitórias. Analice, minha filha, acaba de completar dois anos e me ensina diariamente como viver o papel de mãe, o qual busco representar como a melhor do mundo para ela.
Só as mamães sabem o quanto um bebê precisa de atenção. Além das necessidades físicas exigidas pelos pequenos, há todo um trabalho psicológico, de formação e desenvolvimento.

Por que ter outro filho, enquanto o primeiro é ainda tão pequeno e dependente de mim? Três conclusões pesaram na minha decisão.

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COMO ESCOLHER A ESCOLA DO SEU FILHO?!

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O fim de ano está chegando e já é hora de pensar na matricula ou rematrícula dos filhotes nas escolas. Muitas mamães como eu farão isso pela primeira vez. Muitos pais  vão trocar seus filhos de escola porque a mesma já não atende mais a idade pedagógica da criança, ou porque não podem arcar com o aumento da mensalidade, ou porque se mudaram…em fim…Só que mesmo não sendo a primeira vez o assunto é sério e deve ser tratado como tal. Afinal de contas é lá que seu filho passará grande parte do tempo, senão o dia inteiro, em caso de creche integral.

Eu estou na saga da procura pela escola que vai atender melhor as minhas expectativas e as da Laura também. Isso não é muito fácil. É preciso pensar, observar e fazer perguntas acerca de uma série de questões que farão toda a diferença na formação do indivíduo no mundo acadêmico, profissional e social. Por isso, separei algumas dicas que ajudarão você a nortear suas observações, preguntas e que são valiosas na hora da escolha!

1 – FAÇA UMA LISTA

Antes de tudo, saiba exatamente o que você espera da escola. Elenque aquilo de que não abre mão, como espaço físico, profissionais qualificados, proximidade de casa, opção de período integral, oferta de cursos extracurriculares. Cada família tem seus próprios aspectos a considerar, por isso é bom criar uma lista de prioridades. Ao fazê-la, você visualiza o que deseja – e isso facilita a busca.

2 PESQUISE MUITO

Não há número mínimo ou máximo de escolas que devem ser visitadas antes de fazer a escolha. Para alguns, pode acontecer logo de cara, na primeira visita. Para outros, leva tempo e muita pesquisa. A decisão final só deve ser tomada quando os pais se sentem realmente seguros e confiantes.

Opte por uma escola que tenha a ver com o seu filho e o estilo da família. Não adianta, por exemplo, colocar a criança em um colégio religioso se vocês não são daquela religião.

Se você sonha em ver seu filho fazendo apresentações em datas comemorativas como Dia dos Pais e das Mães, busque uma escola que ofereça isso. Algumas não realizam festas nessas datas. Outras fazem as comemorações internamente, só para as crianças. E há, ainda, as que realizam o evento e cobram pelo serviço (desde o figurino usado pelos alunos até os presentes ofertados aos pais).

3 – LEVE A CRIANÇA

Se você já eliminou diversas opções e ainda está em dúvida entre duas ou três escolas, leve seu filho para visitá-las. Quando a criança vai ao colégio, os pais percebem se ela simpatiza com o ambiente e o tratamento dos profissionais com ela.

4 – VISITE A ESCOLA

Você pode procurar as escolas mais próximas pela internet, pode ligar para pedir algumas informações, mas é imprescindível visitar a escola pessoalmente e verificar o local, a equipe, a metodologia, as instalações e a segurança.

Aproveite a hora de saída ou entrada das crianças para conhecer pais de alunos da instituição. Converse com eles sobre questões básicas como alimentação, rotina, método de ensino…. As repostas deles podem confirmar (ou não) suas impressões iniciais sobre a escola.

5 – SEGURANÇA

Durante a visita a escola observe pontos como muros, grades e alambrados, se as janelas têm telas, se as tomadas são cobertas e os produtos de limpeza são mantidos fora do alcance das crianças, se o mobiliário é adequado a idade dos alunos, se os espaços são adaptados a seus tamanhos, se as escadas e rampas tem proteção.

Verifique como a escola recebe os visitantes, pergunte se estranhos podem entrar na escola e ter acesso ao local onde as crianças ficam. Também se informe como é realizada a “entrega” da criança. Por questão de segurança, as crianças só devem ser entregues para as pessoas autorizadas.

6 – ESTRUTURA

A escola é um espaço de aprendizado e convivência e não precisa ter a estrutura de um clube. Observe se existe um local apropriado para a prática de atividades ao ar livre e esporte, salas apropriadas para aulas de música e biblioteca. Verifique também os locais específicos para o descanso (sono) e para a alimentação.
Os espaços devem ser ventilados, iluminados e com proteção contra o sol forte.

7 – ALIMENTAÇÃO

Durante a visita à escola, verifique se o cardápio é preparado com orientação de nutricionista e se os lanches oferecidos são saudáveis. Caso a criança leve o lanche de casa, prefira lanches saudáveis, como frutas, bolo e sucos.

8 – LIMPEZA

Visitar os banheiros da escola pode ser uma maneira rápida de verificar o cuidado com a limpeza. Verifique também os materiais pedagógicos, qual é a frequência da limpeza dos mesmos, se as mesas e cadeiras são limpas diariamente e se, de maneira geral, o ambiente está organizado. Verifique se o lixo é descartado de forma correta.

9 – PROFESSORES POR ALUNOS

Municípios e estados têm uma resolução diferente sobre a quantidade ideal de crianças por professor. O Conselho Nacional de Educação orienta que cada professor deve cuidar, no máximo, de seis a oito crianças de até 2 anos; de 15 crianças até 3 anos e de 20 crianças de 4 a 6 anos. Esses números levam em consideração as características do espaço físico e das crianças.

Durante a visita à escola procure observar a relação dos professores com os alunos. Eles são atenciosos? Parecem dedicados?

10 – LOCALIZAÇÃO

Verifique se a escola fica próxima da sua casa ou trabalho de forma a facilitar a leva e busca da criança sem atrasos. Se for o caso há condições de pagar alguém para o transporte?! Pense que isso será uma rotina diária, faça chuva ou faça sol.

Quando o pai e a mãe trabalham fora, é essencial questionar sobre o que acontece caso se atrasem para buscar a criança. Cada escola tem seu método: há desde as que não aceitam atrasos até as que cobram taxas extras pelo tempo a mais que a criança permanece ali.

11 – CUSTOS

O alto custo de uma escola particular não significa, necessariamente, boa qualidade educacional. Há excelentes instituições públicas com projeto pedagógico interessante, enquanto algumas privadas têm projetos duvidosos. Não dá para generalizar.

Leve em consideração todos os gastos que terá ao colocar uma criança na escola:

  • Mensalidade
  • Lanche/merenda
  • Material escolar
  • Livros
  • Transporte (passagem ou carro)
  • Uniforme

Leve em conta o padrão de vida dos alunos: ainda que você possa pagar a mensalidade, talvez não consiga acompanhar os hábitos daquela comunidade. Isso pode ser ruim para a criança, pois ela vai desenvolver um senso de inferioridade: é como se ficasse sempre atrás. Por isso, opte por uma escola que se ajuste ao seu padrão financeiro. Assim, seu filho se sentirá parte do grupo, terá assuntos semelhantes e poderá frequentar os mesmos lugares que os amigos. Afinal, ali se formarão vínculos para além das portas do colégio.

12 – PROPOSTA PEDAGÓGICA

Mais do que cuidar das crianças, a educação infantil também deve seguir o aspecto educativo. Pesquisas mostram que a frequência à creche e à pré-escola causam efeitos positivos na vida das crianças. Verifique se a proposta pedagógica adotada na escola está de acordo com o que você espera para a educação do seu filho.

O colégio deve ir além de apenas passar o conteúdo das aulas e cuidar da criança, mantendo-a limpa e alimentada. Eleja uma instituição que também ensine valores e estimule o desenvolvimento cognitivo, físico e social – independentemente da idade do seu filho.

Há quatro métodos de ensino que norteiam as escolas, mas hoje é cada vez mais difícil encontrar uma que siga só um deles. Por isso, para saber qual é a base pedagógica da escola, a dica é conhecer, perguntar, observar e conversar sempre. Em teoria, no método tradicional, o professor transmite as informações de maneira teórica e o conteúdo é idêntico para todas as crianças. No construtivismo, o aprendizado é construído pelo aluno. Por meio de vivências e experiências, ele chega a conclusões e as compartilha com o orientador. No método montessoriano, as crianças são identificadas pelas habilidades. O professor media as tarefas, que são especialmente motoras e sensoriais. Na Pedagogia Waldorf, a informação é apenas um instrumento para a formação – e não uma finalidade.

ORIENTAÇÕES DO MEC QUANTO AO que verificar em relação à educação de sua criança se ela frequenta uma creche ou pré-escola

  1. Aspectos que os familiares podem verificar diretamente na creche ou na pré-escola1. Aspectos que os familiares podem verificar diretamente na creche ou na pré-escola

    •    A instituição tem autorização de funcionamento expedida pela Secretaria Municipal de Educação?
    •    O alvará sanitário está afixado em lugar visível?
    •    A instituição tem proposta pedagógica em forma de documento?
    •    Reuniões e entrevistas com familiares são realizadas em horários adequados à participação das famílias?
    •    Há reuniões com familiares pelo menos três vezes por ano?
    •    Os familiares recebem relatórios sobre as vivências, produções e aprendizagens pelo menos duas vezes ao ano?
    •    A instituição permite a entrada dos familiares em qualquer horário?
    •    Existe local adequado para receber os pais ou familiares? E para aleitamento materno?
    •    As professoras têm, no mínimo, a formação em nível médio, Magistério?
    •    Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de:
    •    6 a 8 crianças de 0 a 2 anos?
    •    15 crianças de 3 anos?
    •    20 crianças de 4 até 6 anos?
    •    As salas de atividades e demais ambientes internos e externos são agradáveis, limpos, ventilados e tranquilos, com acústica que permite uma boa comunicação?
    •    O lixo é retirado diariamente dos ambientes internos e externos?
    •    A instituição protege todos os pontos potencialmente perigosos do prédio para garantir a circulação segura das crianças e evitar acidentes?
    •    A instituição tem procedimentos preestabelecidos que devem ser tomados em caso de acidentes?

    2. O que os familiares podem verificar com a criança sobre o atendimento na educação infantil

  •  Pergunte qual é o nome das professoras e de outros funcionários.
    •    Pergunte o nome dos amiguinhos mais próximos.
    •    Pergunte à criança o que ela mais gostou de fazer naquele dia.
    •    Incentive à criança a contar e a narrar situações vividas na instituição:
    •    que músicas cantou ou ouviu;
    •    quais brincadeiras aconteceram;
    •    que pinturas, desenhos, esculturas ela fez;
    •    qual livro a professora leu;
    •    que história a professora contou;
    •    o que ela está aprendendo, entre outras.

    3. O que os familiares podem observar diretamente na criança sobre o atendimento na educação infantil
  • Observe o comportamento da criança quando ela chega na instituição (alegria, timidez ou choro).
    •    Observe diária e atentamente enquanto estiver conversando com a criança, seu olhar, seus gestos, sua fala suas reações podem ajudar a avaliar o estado físico e emocional.
    •    Observe as reações da criança ao ver seus colegas, isso pode demonstrar como está a relação com a turma.
    •    Observe as produções e o material que ela traz da instituição.

Fontes: Portal MEC – Revista Crescer – Portal Pastoral da Criança

E agora?! Meu filho é um adolescente!

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A adolescência é uma fase muito difícil, tanto para os pais, como para o próprio adolescente.

É uma fase onde a menina (o) está no meio do caminho entre ser criança e um adulto. O fato é que eles não são nem uma coisa, nem outra. Muitas vezes se acham “o adulto”, e pensam que estão prontos para resolver qualquer situação, mas quando se veem em situações de perigo, correm para o colo dos pais com um pedido de socorro estampado no rosto!

Se ofendem quando são chamados de crianças. Algumas situações os deixam irritados, odeiam certas perguntas óbvias e também recomendações que eles acham desnecessário, já que pensam saber de tudo e que nada irá acontecer. Alguns já sabem o que querem ou se não sabem, irão descobrir.

Infelizmente querendo ou não eles cresceram, e deixaram de ser as nossas menininhas (os). Temos que entender queridos pais que eles são pessoas individuais que tem sentimentos, desejos, sonhos … Nossa vontade é de superproteger, já que passamos por quase tudo o que eles estão passando, e nisso queremos evitar que eles sofram desilusões e frustrações. Mas, não podemos viver a vida por eles e não podemos interferir nos sonhos deles!  Eles têm todo o direto de viver suas histórias, com frustrações, desilusões e perdas. Isso faz parte do crescimento!

O nosso papel como pais e educadores que somos é exatamente isso: educar, orientar e mostra pontos positivos e negativos de certa situações. Devemos sim apoia-los e mostrar certos pontos de vista, contar nossas experiências, até mesmo para eles poderem comparar e se prepararem caso algo der errado. Mas, não decidir por eles.

Tenho uma sobrinha de 18 anos que há pouco tempo viajou para o EUA. Sozinha! Fiquei desesperada e quase pulei no pescoço de minha irmã, perguntando “Por que ela deixou?!” Depois em casa fiquei refletindo, me colocando no lugar dela e percebi que minha irmã não teve opção. Minha sobrinha sendo maior de idade não havia muito a se fazer, apenas fechei os olhos e orei, e tenho orado ainda muito por ela. Também tenho uma filha de 18 anos e de uns tempos para cá não estávamos no entendendo muito bem. Passei períodos negros! Foram fazes terríveis em que o convívio estava ficando impossível!

A minha princesa se rebelou, saiu do castelo! Mas, descobri que meu castelo era de areia e que minha princesa não era tão princesa assim. Não que ela fosse ruim. Muito pelo contrário! Ela é uma boa menina, personalidade forte e sabe o que quer. Criei ela na igreja e junto com a educação que eu e o pai dela demos, foi criando valores que ela carrega até hoje. Como falei acima, é uma pessoa individual. Tem planos, desejos e sonhos que muitas vezes não eram os mesmo que sonhei para ela. Entendi que ela como ser humano é passível de erros e acertos e que devo ama-la incondicionalmente.

Lembro de uma frase que uma pessoa muito amiga me falava sempre: – Com filho não se rompe nunca! Família é família! Agora quando brigamos não perco meu tempo impondo a ela minhas ideias, espero sempre ela perguntar. Também evito discussões e não cedo as provocações. Tenho que lembrar sempre que eu é que sou a adulta na situação e tenho que ser madura o suficiente. Também não a deixo falar o que quer! Exijo respeito por parte dela e imponho isso.

Mas o principal de tudo: Oro sempre sem parar!

No meu caso eu tenho um aliado muito poderoso! Nosso Deus criador! Ele me deu forças e me fez entender que não posso querer que ela faça o tempo todo o que eu quero. Me fez entender que antes de tudo tem que haver amor. Tenho que amá-la, porque Deus nos amou primeiro. Ele não vira as costas para nós nos nossos primeiros erros.

 E é assim que vamos caminhando, tentando acertar aqui e ali, tentando sempre manter o diálogo civilizado e principalmente um relacionamento com base no amor de Cristo que é o único que pode nos ajudar sempre.

 

Por: Irani Gabrig