Uma aventura pela segunda gravidez – 3 motivos para engravidar novamente

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Ser mãe de primeira viagem é como navegar no oceano dentro de si mesmo, cheio de descobertas, guerras e vitórias. Analice, minha filha, acaba de completar dois anos e me ensina diariamente como viver o papel de mãe, o qual busco representar como a melhor do mundo para ela.
Só as mamães sabem o quanto um bebê precisa de atenção. Além das necessidades físicas exigidas pelos pequenos, há todo um trabalho psicológico, de formação e desenvolvimento.

Por que ter outro filho, enquanto o primeiro é ainda tão pequeno e dependente de mim? Três conclusões pesaram na minha decisão.

1. Crescer juntos e compartilhar experiências contemporâneas.

Eu cresci com dois irmãos cuja diferença de idade é 17 meses para o segundo e 14 meses do segundo para o mais novo, ou seja, vivemos fases parecidas juntos. Saímos juntos na adolescência, brincamos juntos, sempre fomos amigos e sentimos que nunca estaremos longe mesmo que haja qualquer desentendimento pelo caminho.
Meu esposo já  possui uma diferença grande, cerca de cinco anos para a irmã e mais ou menos 10 anos para o mais novo. Ele não gosta desta diferença, pois não compartilham da mesmas experiências. São universos distintos.

2. Dois trabalhos em um

A ideia de recomeçar tudo mais tarde não me anima. Imagino o quanto será difícil dar conta de dois bebês ao mesmo tempo, mas acredito ser mais complicado lidar com fases incompatíveis de crianças com grande diferença de idade. Sou uma jovem mãe fazendo planos e analisando com base em observação e leitura. Sob minha percepção, as crianças em fases similares dividem gostos parecidos, amizades, sem contar que a promoção do companheirismo, amor e aventuras entre os dois será muito maior. Quando se tem um irmão a oportunidade para a criança aprender a lidar com a competição e a rivalidade, a convivência faz com que o aprendizado em dividir coisas, saber esperar e tolerar a frustração, seja mais efetivo. 
Entre outras questões, as citadas foram importantes para concluir que vale a pena encarar a segunda gravidez tão cedo.

3. Reposicionamento profissional

Muitas mães preferem passar um tempo com os bebês na primeira fase de suas vidas por isso escolhem ter filhos em curto período.
Elas não querem investir muito tempo distante da vida profissional, mas não abrem mão de ver os primeiros passos, palavras, dentinhos… e dispoem deste tempo para curtir sendo mãezona do lar.
Uma história me emocionou muito esta semana e a reflexão “mãe x trabalho” se tornou inevitável. “A mãe de um menino com 3 meses de nascido, nos EUA, achava que apenas a renda do marido não era suficiente portanto ela precisaria retornar ao trabalho. Então encontrou uma creche próxima ao seu labor para que pudesse amamentar no horário de almoço. No seu primeiro dia de trabalho deixou o bebê que começou a bater as pernas afoitamente e morreu, porque a responsável achou que era um comportamento natural da criança. Essa mãe nunca poderia imaginar encontrar seu filho morto e mais tarde declarou que se soubesse teria vivido com menos, mas ainda teria seu bebê ou até cataria lixo para vender, porém seu filho estaria com ela. São vários pensamentos partindo do “e se…” que a atormentarão para sempre”. Refletir sobre este tipo de acontecimento também influencia na escolha do tempo certo para se reposicionar no mercado de trabalho.

Quando se fala em mais um filho surge a preocupação com a adaptação do primogênito, da família e do bebê que chegará. O período gestacional é delicado e requer cuidados. Essa é primeira etapa de adaptação. Minha filha sentiu muito, pois precisei cortar de vez a amamentação e apesar de achar que já estava na hora de tirar, ela tinha um ano e nove meses, percebo o quanto sente falta.
Em seguida a minha adaptação à nova gravidez e todos os sintomas que não tive na primeira chegando com força total nessa, inclusive desejos. As mulheres sempre falam sobre uma gestação ser diferente da outra e agora posso comprovar e concordar.
Uma série de novos sentimentos e preocupações tomaram conta da nossa casa, afinal começou uma nova corrida contra o tempo, quarenta semanas que voam como quarenta dias. O segundo filho, de fato, mexe com as emoções dos pais em vários setores em torno da preocupação, como: gastos, espaço, aceitação do irmão mais velho, educação, cuidados, dentre outros. Na prática, os pais precisarão desenvolver habilidades especiais para lidar com dois filhos que nem sempre têm as mesmas necessidades e provavelmente terão diferentes personalidades, características e desejos próprios. O principal ingrediente é amizade mútua dos pais para decidir juntos, se apoiar, se ajudar sem que seja necessário pedir, afinal a responsabilidade é igualmente de ambos.
O cansaço é extremamente maior para a mãe gerar um bebê e cuidar de tantas outras atividades com o filho mais velho, a casa e trabalho externo, portanto minha dica aos papais é que se coloquem no lugar de suas esposas e façam tudo que gostariam que elas fizessem por vocês.
O segundo filho envolve muitas escolhas e parece mais complicado que o primeiro. Mas quando descobrimos a esperança de mais um bebê vibramos de alegria e aos poucos estamos encontrando um caminho para trilhar na educação da primogênita, no relacionamento conjugal e na adaptação para a chegada do baby. Nossa princesa está encantada com a ideia de ganhar um bebê, sempre beija e acarinha a barriga, conversa e até brinca (já colocou até massinha no umbigo para o irmão(a) brincar com ela). Isso facilita mas não isenta os ciúmes naturais. Todo cuidado é necessário para não criar traumas na cabecinha dela, que já cria raciocínios próprios e complexos.

A notícia e o preconceito

Se fala tanto em preconceitos atualmente. Os relacionados a sexo, classe social, raça, mas na verdade o preconceito atinge a todas as pessoas direta ou indiretamente de um jeito ou de outro e se apresenta em várias formas.
As pessoas nascem e recebem uma sacolinha que cresce conforme seu tempo e coisas agregadas, tais como conhecimento, manias, teorias, experiências, crenças e etc. Essa bagagem é quem cria os preconceitos de acordo com o contexto de cada um. Também tenho meus conceitos pré-definidos e com o conhecimento citado procuro não julgar.
Fiquei muito sensível, o que é natural nessa fase, mas ver a crítica nos olhos das pessoas ao recebem a notícia de nossa alegria em ter mais um filho me fez ter medo de anunciar (coisas de grávida) antes dos 4 meses, apenas família e amigos compartilharam os primeiros momentos.
O preconceito nítido nas frases de efeito liberadas sem qualquer cuidado expressam o que as pessoas realmente pensam. Mas não é motivo para se abater, na verdade é necessário se proteger por causa da hipersensibilidade da condição de gestante, coisas negativas podem criar transtornos psicológicos graves, por exemplo a depressão.

Estou com 22 semanas de gestação, sinto meu bebê desde o terceiro mês mexendo muito, é incrível como tenho maior facilidade de perceber. Esta é primeira vez que falo sobre o segundo filho, mas prometo compartilhar com vocês as semanas restantes da minha segunda gestação e a nova fase em família. Espero contribuir de alguma forma na vida dos leitores do mamanhês.

Não dá para tratar de assuntos tão especiais de forma impessoal, por isso retrato meus sentimentos e vida. Gostaria muito de saber o que você pensa? Sua experiência? Suas histórias? Não seja apenas leitor e sim cooparticipante deste blog. Quem sabe, você poderá ajudar outras famílias com sua opinião e experiência. Vem com a gente!

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